ARTE NA PELE

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http://magatattoo.com.br/wp-content/uploads/2014/06/slide03.jpgA tatuagem já foi usada para identificar bandidos, criar heróis. Pode ser entendida como rebeldia, personalidade ou, simplesmente, modismo. Demonstra preferências, esconde imperfeições. A prática que já foi perseguida por um longo período da história assume o papel de mocinha e mais do que um “desenho” revela-se uma segunda pele

 

Desde a disseminação através dos marinheiros ingleses, a tatuagem chegou a diferentes locais do mundo com a reprodução de feras do mar, caveiras e embarcações. Por serem sujeitos de pouca condição financeira ou influência social, a tatuagem tornou-se popular entre os guetos e locais mais pobres. Em função disso, passou por marginalizada, sinônimo de banditismo.

Foi na segunda metade do século XX, que a tatuagem incorporou os ideais da cultura ocidental. Mais recentemente passou a representar rebeldia, enfatizando um tom contestatório e ousado e hoje, sem uma definição exata do perfil dos adeptos da arte, chega a pessoas de todos os tipos, das mais alternativas e cools, às mais tradicionais. Há quem faça por modismos, amor ou simplesmente porque viu em alguém e achou legal. “A noção de tatuagem mudou muito.

Não é mais marginalizado. É vista como arte. Tanto que é mais fácil perceber quem não tem, do que os tatuados”, destaca Sandro Chaves, o Maga, tatuador, há 22 anos em Joinville. Segundo ele, essa mudança foi influenciada por vários fatores, entre eles a divulgação na mídia e, claro, trabalho bem feito. “Isso dá segurança para a pessoa que planeja fazer”, complementa Maga. O que praticamente não mudou durante todo este percurso foi a técnica de aplicação de tinta na pele. Ela ainda é feita por meio de agulhas que perfuram a derme.

 

Escolha e opções

O tatuador Maga alerta para a importância de alguns cuidados para quem planeja ceder aos encantos da arte. Desde o momento da escolha até a aplicação, muita atenção precisa ser tomada: local onde será feito o desenho, tipo do desenho, estabelecimento a procurar e, claro, se realmente está decidido a fazer. “Tem pessoas que chegam sem ideia do que fazer, nem onde fazer, então eu não faço.

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Sugiro que a pessoa busque informações, dê uma olhada em modelos na internet, porque tatuagem é muito pessoal”, comenta Maga sobre a importância da decisão não ser tomada por impulso ou por sugestão de alguém. A administradora e blogueira, Liliane Blank, 30 anos, com oito tatuagens confirma: decisão é o mais importante. “Se a pessoa está em dúvida, melhor repensar antes de carregar consigo uma marca que não tem certeza”, lembra. Claro que hoje em dia o arrependimento já não é de um todo mal, pois existem técnicas para remoção da arte. No entanto, não são todas que conseguem ser removidas completamente. “Remoção é um processo demorado e um pouco dolorido, onde apenas a cor preta é a única que sai totalmente, as outras quebram só em 50 ou 70%.

Aí buscamos alguma outra alternativa para atender a  demanda”, explica Maga. Outro grande ganho possibilitado pela tatuagem são os procedimentos estéticos ou corretivos. De acordo com o tatuador, a tatuagem estética pode ser usada para fazer correções de cicatriz, lábio leporino, discromia (distúrbios de pigmentação da pele) até reconstrução de aréola e mamilo para mulheres que, em função do câncer, precisaram retirar a mama. “Este procedimento já faço há 15 anos, e a realização das mulheres quando o trabalho fica pronto é a maior gratificação”.

Fonte: Site Revista Premier (http://www.revistapremier.com.br/site/Post/Post.aspx?id=2464)


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